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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Reflexões, Ideais e Mais Disponibilidade!

Por esses dias assisti um filme muito bom chamado “O Diário de Motocicleta”. Conta o início da vida de Ernesto Rafael Guevara de la Serna, o famoso “Che”. Aos que não assistiram vai aí uma ótima sugestão. O filme me cativou bastante, que gostaria de fazer algumas reflexões.  
Sei que sou novo, e que tenho muito caminho pela frente se assim Deus permirtir. Mas posso dizer que em todos esses poucos anos de caminhada tenho absorvido, aprendido, desaprendido e também rejeitado muitas coisas que me foram apresentadas. E neste tempo de caminhada digo que já deixei passar muitas oportunidades, e porque não dizer boas oportunidades. De todas elas, como um todo, acho que não foi ruim, porque em todas obtive lições importantes. E uma das lições que gostaria de compartir aqui, é aquilo que tento absorver um pouco a cada dia do que as Escrituras busca me ensinar.
Paulo, depois de vivenciar uma série de eventos, recomenda seu filho na fé – Timóteo – que não desanime por ser jovem e que o mesmo cumpra com seu ofício. No entanto, depois da sábia recomendação, Paulo meio que se despede do noviço dizendo a célebre frase: “Combati o bom combate”. Bem! Todos conhecem esse texto.
Mas quer saber?! No meio de minhas divagações, tento imaginar esse “bom combate” que Paulo expressa. E na boa! Sabe o que percebo depois de analisar a vida e o combate de Paulo com a vida e o combate de Ernesto Guevara? É que ambos lutaram o “bom combate” visando ideais maiores. Ainda que um e outro tivessem motivações diferentes, eles disponibilizaram suas vidas por algo que este mundo perdeu há muito tempo. Eles lutavam pelo resgate da dignidade humana.
E é aqui que me complico. Percebendo que este bom combate visa o se entregar e lutar para que o ser humano viva um ideal social melhor, ou seja, tenha a sua identidade restaurada como pessoa. É neste ponto que pergunto: “Será que tenho combatido o bom combate?”. Porque quando me deparo com a realidade que se diz “evangélica”, entoando “atos proféticos”, organizando “Marchas” e tantas outras coisas, que parece visar mais um ajuntamento de pessoas sem propósito nenhum, ou até mesmo interesses que fogem o ideal da Palavra. É que percebo que aquilo que Ele propõe, isto é, o resgate do ser humano como pessoa, pouco tem sido cumprido.
O que espero pela misericordia de Deus, é que quando chegar ao fim desta limitada e frágil vida, eu possa dizer: “Combati o bom combate”, ou seja, disponibilizei minha vida ajudadando homens e mulheres a serem restaurados como pessoas através da graça de Cristo.


 Leonardo Taveira

sábado, 3 de setembro de 2011

Um Convite Para Ficar de Fora!

Nossa! Quantas coisas boas nos cercam no dia-a-dia. Quantos atrativos nos são convidativo, tentando nos convencer do que precisamos.  Não consigo deixar de perceber como existe diante dos nossos olhos o fato de que todo ser humano tem o desejo em querer interagir com alguma coisa ou pessoa que se encontra no seu convívio social.
O grande problema percebido é que cada vez mais as pessoas estão sendo influenciadas para uma interação não com as mesmas, e sim, com o que se apresentam delas. Por quantas vezes você já se encontrou gastando mais tempo em uma rede social do que com as pessoas. Talvez seja porque essas mesmas só possam ser encontradas também lá. O fato aqui não é possuir e usar uma rede social ou algo do tipo, e sim, de que gastamos mais com relacionamentos com quais não conseguimos transparecer aquilo que realmente somos.
Poxa, o que isso tem a ver com título do texto? Por que o termo ‘ficar de fora’? Minha reflexão como um cristão urbano é que nós buscamos o tempo todo em todo tempo, interagir com as pessoas através das coisas porque não aceitamos a ideia de não fazermos mais parte da atenção delas. Não conseguimos admitir o fato de que ficar sozinho sem ser incluso em alguma coisa faça parte da nossa vida. Porque provavelmente isso nos levaria a depressão, a solidão e ao esquecimento. 
Enquanto buscamos ser aceitos por tantas coisas, esquecemos como cristãos que Deus nos chama, nos aceita e nos faz participantes do seu Reino, onde não mais haverá dor, choro e onde poderemos ser nós mesmos sem o medo da rejeição. Cristo nos chama para um relacionamento autêntico. Onde a partir do que aprendemos com Ele, possamos então nos relacionar com as pessoas de maneira real, nos alegrando com os que se alegram, e chorando com os que choram (Romanos. 12:15). 

Certamente Cristo sempre estará pronto para um bom relacionamento contigo. Então não perca a oportunidade de ter uma boa conversa, uma oportunidade a mais de conhecer aqueles que Deus te chamou para se envolver. Por isso, seja ser humano, mais humanizado.  Você foi chamado por Deus para ficar de fora deste sistema corrompido, deste mundo que perdeu o sentido do que realmente importa. Você foi convidado a ficar de fora do que te faz perder tempo, perder as oportunidades, os sonhos e a vida.


Leonardo Taveira



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Revolução das "Armas" Literárias


A breve história de um militante:

Em certa ocasião ocorria um congresso realizado na Puc, em que o palestrante da noite era o doutor Gabeira. O assunto tratado falava a respeito da revolução em que o orador vivia em sua juventude, isto é, a época da ditadura militar. No decorrer da palestra um jovem aluno lhe indagou com a pergunta: "O senhor algum tempo atrás, defendia pegar nas armas para fazer revolução, e agora parece que sua militância mudou, e o senhor começou a escrever livros,... o senhor se arrefeceu em sua militância?" No que o senhor Gabeira respondeu: "Quem foi que lhe disse que uma metralhadora causa mais estragos do que um livro, quem colocou em sua cabeça, que as armas tem um poder de transformação maior do que as ideias? Eu continuo um revolucionário, muito mais engajado ainda!" 

Contada por Ed René Kivitz
Os tempos são outros!

Então faço a pergunta: Mas será que mudou muita coisa em nossos dias? As vezes fico observando o tempo em que vivo, reparando como tem sido as atitudes das pessoas em minha volta. No entanto, não vejo tanta mudança assim em relação ao tempo de ditadura militar. Antes, as pessoas quando queriam se expressar em favor de uma causa, tinham que partir pra "luta", correr para as ruas e reivindicar seus direitos, conquistar sua liberdade.

Hoje a causa é outra, as motivações mudaram. A ditadura não é militar, as armas para paralizar as pessoas não são metralhadoras, a forma de reprimir não se encontra nas salas de interrogatório. Entretanto, hoje o que paraliza as pessoas possuem outras faces. Nesse capitalismo selvagem notamos que a "briga" é pra quem vende mais, pra quem consegue "influenciar" o maior número de pessoas com coisas que não precisam. Conduzindo as fracas mentes dizendo o que elas devem vestir, comer e usar.
Vivo num ambiente acadêmico, onde pessoas se encontram para discutir teologia, filosofia, história da igreja, entre outros assuntos. Ou seja, um ambiente onde as reflexões nos proporcionam questionar e buscar novos caminhos que nos ajudarão a promover conhecimento para aqueles que desejam entender do porquê estão aqui, do porquê fazem o que fazem, e como podem tornar a sociedade onde vivem um espaço melhor.
Não consigo admitir a ideia de que tudo que estou aprendendo não será usado na minha carreira cristã. Não me permito acreditar que existem pessoas que adquirem conhecimento para nada.
Ainda que mude o cenário, as pessoas e as motivações, vale ressaltar que sempre haverá aqueles que tentam contribuir para a melhoria da sociedade em sua volta. Pois o conhecimento liberta e promove libertação, muda a direção, nos apresentando novas ideias e soluções, e nos motiva a comissionar outros para uma nova perspectiva de Revolução. 


Leonardo Taveira